domingo, 21 de setembro de 2008
sábado, 28 de junho de 2008
PARA QUE SERVEM AS ELITES !
quarta-feira, 23 de abril de 2008
A exclusão das ginjas
Regulamento (CE) nº 352/2008 da Comissão, de 18 de Abril de 2008, que altera o Regulamento (CE) nº 1580/2007 no que se refere ao volume de desencadeamento dos direitos adicionais aplicáveis aos pepinos e às cerejas, com exclusão das ginjas.
COMENTÁRIO:
Acho que é uma falha gravissima a exclusão das ginjas, exclusão que afecta, aliás, o princípio da igualdade e o principio da sustentabilidade das sociedades desenvolvidas, pois, sem ginja não há Ginginha e sem ginginha falta-nos um elemento preenchedor do nosso imaginário colectivo, estruturante da nossa história. Constitui tal exclusão ainda uma medida ofensivamente descaracterizante e desigual quanto aos demais países; imaginem excluir as tapas em Espanha, a carne crua em França, o chá em Inglaterra, as salsinhas na Áustria, a cerveja na Alemanha, as tulipas na Holanda, as pizzas em Itália. O que seria ? Mas não é. É mais uma prova da fraqueza dos Governo Português.
Já perdemos os pastéis de bacalhau e os pipis requentados. O que mais iremos perder ?
Será que o Estado Federal Americano e o Estado federal Brasileiro também legislam sobre a exclusão das ginjas ?
domingo, 20 de abril de 2008
Um exemplo de coerência ou o sentido da impunidade:
Um exemplo de coerência
domingo, 9 de março de 2008
Rui Marques, em entrevista ao PÚBLICO, a propósito do nascimento de um novo partido politico – Movimento Esperança Portugal:
“A democracia não tem numerus clausus, são os portugueses que decidem. A diversidade é a força da democracia. Este projecto não nasce contra ninguém, nem com a ideia de que tem uma varinha mágica para resolver os problemas. Não temos um discurso de que está tudo mal, de que os políticos são corruptos, de que Portugal vai para pior. Pelo contrário. A nossa mensagem é que melhor é possível.”
“Nós vivemos aprisionados num conceito de política que é a arte da conquista e manutenção de poder. Isto não é política a nosso ver. Para nós, política é servir o bem comum, lutar pela justiça social, onde há um facto instrumental que é ter a legitimidade dos votos para disputar as ideias que se defendem.”
No mínimo o que podemos dizer é que o discurso é oportuno e as palavras ditas estão em falta.
sábado, 1 de março de 2008
Frei Agostinho da Cruz - Serra da Arrábida
Elegia II
(Da Arrábida)
Alta Serra deserta, donde vejo
As águas do Oceano duma banda,
E doutra já salgadas as do Tejo:
Aquela saüdade que me manda
Lágrimas derramar em toda a parte,
Que fará nesta saüdosa, e branda?
Daqui mais saüdoso o sol se parte;
Daqui muito mais claro, mais dourado,
Pelos montes, nascendo, se reparte.
Aqui sôbolo mar dependurado
Um penedo sobre outro me ameaça
Das importunas ondas solapado.
Duvido poder ser que se desfaça
Com água clara, e branda a pedra dura
Com quem assim se beija, assim se abraça.
...
sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008
Fernando Pessoa
Nunca a alheia vontade, inda que grata,
Cumpras por própria. Manda no que fazes,
Nem de ti mesmo servo.
Niguém te dá quem és. Nada te mude.
Teu íntimo destino involuntário
Cumpre alto. Sê teu filho.
Fernando Pessoa
Para ser grande, sê inteiro: nada
Teu exagera ou exclui.
Sê todo em cada coisa. Põe quanto és
No mínimo que fazes.
Assim em cada lago a lua toda
Brilha, porque alta vive.
Fernando Pessoa
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008
O silêncio é de ouro!
Sob o titulo O SILÊNCIO É DE OURO, João César das Neves brinda-nos, no Diário de Noticias de 25 de Fev. de 2008, com uma critica pertinente à exploração quase irracional e muitas vezes degradante das patologias dos intervenientes na coisa pública, sejam eles funcionários de um qualquer departamento ministerial ou o mais proeminente ministro:
“Os media não notam que esta degradação também cai sobre eles.
Os repórteres confundem as figuras tristes com jornalismo de qualidade. Em Portugal, relatos enviesados, manipulação descarada, boatos mesquinhos, piadinhas tolas, fotografias ridículas e notícias encomendadas passam por imprensa genuína.
As dificuldades em viver neste mundo não se ficam pela vida pública. Na televisão, rádio, jornais ou auditórios é normal organizar colóquios, debates, mesas-redondas para lidar com questões de fundo.
Mas como vivemos na sociedade mediática, não se podem fazer as coisas de forma esclarecedora. Empilham-se os oradores de múltiplas orientações, proveniências e atitudes. O resultado é uma cacafonia incompreensível que, levada a sério, deixaria toda a gente mais confusa que antes. Claro que, vivendo na era da informação, o povo sai satisfeito com uma ou outra ideia simplista que um interveniente mais habilidoso explicou de forma convincente.”
….
Como viver numa sociedade assim? A única forma é enfrentá-la, como a um furacão: bem escorados nos valores e critérios básicos, escolhendo com cuidado as referências que nos guiam. Existe ainda um elemento importante, que uma das referências mais decisivas da actualidade acaba de formular.
O Papa pediu há dias, no encontro quaresmal com o clero de Roma a 7 de Fevereiro, um "jejum de imagens e palavras". A sociedade mediática criou uma embriaguez de estímulos que embrulha e asfixia, manipula e embrutece. É preciso lidar com ela como com a poluição.
Na era da informação é crucial lembrar que o silêncio é de ouro”

