Dois comentários a este "originalíssimo e profundíssimo" juízo:
1º - Se há quem neste Pais responde com os seus bens e mais ainda com a sua própria vida particular pelos seus actos são os políticos, que a toda a hora, nas instâncias de controlo do Estado e na comunicação social vêm a sua vida investigada, delapidada e muitas vezes adulterada na Praça Pública. E isto é uma evidência tão grande que cada vez mais permanece na política quem não tem nada a perder.
2º - António Barreto, com essa afirmação, coloca-se no plano do divino e da impunidade, pois, hoje mais do que nunca temos também de dizer que "talvez tudo fosse diferente, se os comentadores, analistas políticos e ainda jornalistas tivessem de responder, com os seus bens, pelas consequências dos seus actos."
Numa análise pertinente à situação actual da sociedade portuguesa, a SEDES - Associação para o Desenvolvimento Económico e Social - www.sedes.pt - transmite-nos num comunicado divulgado anteontem que "nalguma comunicação social prolifera um jornalismo de insinuação, onde prima o sensacionalismo. Misturando-se verdades e suspeitas, coisas importantes e minudências, destroem-se impunemente reputações laboriosamente construídas, ao mesmo tempo que, banalizando o mal, se favorecem as pessoas sem escrúpulos."
António Barreto habituou-nos há muito aos equívocos que brotam daquele seu juízo. Não soube crescer e passar da idade da maledicência e do voluntarismo da juventude à idade adulta da construção de novos paradigmas de vida e de crença na humanidade. Não soube ser consequente. É pena !
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