domingo, 24 de fevereiro de 2008

Bem prega Frei Tomás ...

António Barreto refere no Jornal  Público de 24 de Fev. que "Talvez tudo fosse diferente se os políticos tivessem de responder, com os seus bens, pelas dívidas de que são responsáveis".

Dois comentários a este "originalíssimo e profundíssimo" juízo:

1º - Se há quem neste Pais responde com os seus bens e mais ainda com a sua própria vida particular pelos seus actos são os políticos, que a toda a hora, nas instâncias de controlo do Estado e na comunicação social vêm a sua vida investigada, delapidada e muitas vezes adulterada na Praça Pública. E isto é uma evidência tão grande que cada vez mais permanece na política quem não tem nada a perder.

2º - António Barreto, com essa afirmação, coloca-se no plano do divino e da impunidade, pois, hoje mais do que nunca temos também de dizer que "talvez tudo fosse diferente, se os comentadores, analistas políticos e ainda jornalistas tivessem de responder, com os seus bens,  pelas consequências dos seus actos."

Numa análise pertinente à situação actual da sociedade portuguesa, a SEDES - Associação para o Desenvolvimento Económico e Social - www.sedes.pt - transmite-nos num comunicado divulgado anteontem que "nalguma comunicação social prolifera um jornalismo de insinuação, onde prima o sensacionalismo. Misturando-se verdades e suspeitas, coisas importantes e minudências, destroem-se impunemente reputações laboriosamente construídas, ao mesmo tempo que, banalizando o mal, se favorecem as pessoas sem escrúpulos."

António Barreto habituou-nos há muito aos equívocos que brotam daquele seu juízo. Não soube crescer e passar da idade da maledicência e do voluntarismo da juventude à idade adulta da construção de novos paradigmas de vida e de crença na humanidade. Não soube ser consequente. É pena !

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