No Diário de Noticias de 20 de Abril de 2008, isto é, um mês depois das declarações anteriores ao Jornal Público, o mesmo Fonseca Ferreira, Presidente da CCDR de Lisboa e Vale do Tejo, informava o seguinte:
"Além de Alcochete e do Montijo, há mais sete concelhos que vão beneficiar directamente da instalação do novo aeroporto na Margem Sul do Tejo, acolhendo actividades logísticas industriais, de serviços e residências. Tudo ligado à actividade da nova infra-estrutura, disse ao DN Fonseca Ferreira, o presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo. São eles os concelhos de Salvaterra de Magos, Benavente, Coruche, Barreiro, Seixal, Almada e Palmela.
Fonseca Ferreira defende que junto ao novo aeroporto haja uma cidade aeroportuária, com actividades de apoio aeroporto e industrias e serviços relacionados com o transporte aéreo. Mas acha que essa "cidade não deve esvaziar Lisboa e não deve esquecer, em particular, três áreas que estão em stand buy em termos de requalificação na margem sul: as zonas da Quimiparque, Margueira e Siderurgia Nacional", respectivamente nos concelhos do Barreiro, Almada e Seixal. Além disso, considera que terá de haver "uma organização ordenada noutros concelhos em torno do aeroporto, que deverão acolher actividades não só subsidiárias de apoio aquela infra-estrutura, mas também outras de carácter económico e serviços".
No Porto Alto, por exemplo, já existe hoje uma plataforma logística de distribuição. Mas com o aeroporto esta plataforma vai ser reorganizada e reforçada, prolongando-a por Samora Correia, Benavente e Salvaterra de Magos, refere o presidente a CCDRLVT. E associada a às actividades logísticas poderão surgir também algumas indústrias. Isto representa desenvolvimento económico nos concelhos de Benavente e Salvaterra de Magos.
"Depois haverá um outro pólo fundamental, também logístico na península de Setúbal, em torno da plataforma logística do Poceirão, no concelho de Plamela. Esta plataforma que tem hoje 200 hectares poderá expandir-se ir até 600 hectares", explica Fonseca Ferreira .
Já para Coruche está prevista a instalação de actividades e industriais e de serviços e de habitação de elevada qualidade. Porquê? Porque no parque industrial do concelho onde hoje já existe a fábrica da beterraba e algumas indústrias ligadas ao tabaco e cortiça poderão vir a instalar--se outras unidades que tenham a ver com o aeroporto. Para além disso, o plano prevê a também a possibilidade que alguns dos quadros do aeroporto escolham Coruche para vivere."No Barreiro deverão fixar-se também actividades industriais, até porque a zona tem condições de mão-de-obra e de acessibilidades para isso", tal como na zona da Siderurgia Nacional, diz Fonseca Ferreira.
É ASSIM !
Sem comentários:
Enviar um comentário