sábado, 28 de junho de 2008

PARA QUE SERVEM AS ELITES !

A ideia de elite em sociedade apareceu associada durante muito tempo a pessoa ou grupo de pessoas com capacidade de intervenção no evoluir das sociedades e dos grupos sociais.
Por isso se entendia que existia uma elite política, cultural etc ..., como pessoas ou grupos que tinham capacidade de marcar ritmos de evolução, arranjar seguidores, no fundo fazer escola, na vida em sociedade nos seus mais diversos campos.
Não era preciso ser muito conhecido e muito menos ser publicitado na Comunicação Social para ser marcante nos grupos ou instituições. Bastava ser aquilo, ou seja, marcar ritmo, fazer escola.
Ser elite era - e é ainda - uma opção de cada um, em face das suas potencialidades de ter coragem, disponibilidade e capacidade para afirmar objectivos, ter imaginação para os meios de os realizar e dispor-se a formar grupo.
É por isso que podem aparecer elites em todas as profissões ou grupos, desde operários a professores universitários.

Vêm estas reflexões a propósito da conferência de imprensa dada pela Juíza Presidente do Tribunal de Santa Maria da Feira, na sequência da agressão de que foram vitimas Juízes no termo de um julgamento.

Apresentando-se como se estivesse na mesa de um café - se calhar até estava - a Senhora Juíza reivindica. 
Tem razão no que reivindica, mas não tem razão em o fazer depois de aceitar que os Julgamentos se façam na sala de Bombeiros.
A sua reivindicação vem tarde de mais, pois, vem num momento em que já aceitou ser um simples funcionário que labora onde o patrão lhe diz para laborar, esquecendo-se que desempenha funções de magistratura que não se compadecem com salas de bombeiros, mais apropriadas para bailaricos ou jogos de sueca.

Reivindica quem devia liderar; Quem devia marcar ritmo na dignificação da justiça.

Não foi - nem é - um exemplo de elite.

ELITES onde estais ?